sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Filhos: tê-los ou não tê-los?


Como já escrevi, temos um casal de amigos que está “grávido”. Vocês não imaginam como fiquei feliz por eles. Eles casaram bem perto de nós (duas semanas antes) e sempre quiseram ter filhos.
Já nós...nós não temos certeza de nada. Antes de casarmos o Marcelo até me cobrava: “não vai ser daquelas que casa e depois não quer filhos, porque eu quero filho”. Agora, ele é o primeiro a questionar se realmente queremos.



Fato é que, no fundo, no fundo, acho que sabemos muito bem o que sentimos em relação a isso, mas temos certo receio de admitir. Pelo menos, admitir para o mundo, porque entre nós, conversamos muito sobre isso. Mas é que sempre que falamos sobre isso com alguém – chefes, amigos e o pai dele – somos criticados, e poucos concordam com a idéia de não termos filhos.

Mas não conseguimos nos imaginar com filhos. E quando imagino, a maioria das coisas é negativa: não poder mais dedicar o pouco tempo livre que temos para nós mesmos; nossa rotina vai mudar pois o foco será o bebê. Sem falar no trabalho, na dedicação e na paciência requisitados.



Outro ponto que pega demais: nos damos muito bem. Muito. Adoramos ficar juntos, só os dois. Amamos nossa rotininha. É egoísmo, eu sei, mas não queremos nos dividir.
Para mim há um fator que pesa ainda mais: amo demais o Marcelo e não sei se conseguiria amar mais meu filho do que amo ele. Ok. Pode parecer loucura, mas acontece, e não sei se vejo algo de anormal nisso.



São amores diferentes. Há matérias sobre isso. Não acontece só comigo. No mais, é só olhar o dia a dia das família. Meus pais por exemplo, eles se gostam, se respeitam, mas amor romântico, não existe mais entre eles. Já meus tios, sem filhos, se beijam frequentemente na boca. Aliás, eles viajam mais e tem uma casa mais bonita e moderna.


Confesso que o único momento em que me pego querendo um filho é quando penso: se o Marcelo morrer antes de mim e eu não tiver nenhum pedacinho dele comigo, vou me arrepender...mas isso não é motivo para ter filho, é?


Sei que essa deveria ser uma decisão tomada pela emoção e não pela emoção, e esse é o problema porque, pela emoção, não quero ter filhos. Pelo menos por agora, não! Agora vamos apenas curtir os filhos alheios, e manter nossa gostosa e perfeita rotina!


Tabata Pitol não se imagina esquentando mamadeiras

2 comentários:

Joyce Hara disse...

Oi Tabata... acho que foi coisa do destino eu ler o seu texto sobre filhos...

Bom, mas antes de mais nada, deixa eu me apresentar: me chamo Joyce, sou jornalista e amiga da Debora Amabile, que me recomendou ler o seu blog, para eu me animar e criar um tb!

Bom, sobre a questao de ter filhos, queria compartlhar minhas reflexoes... sou casada ha quase dois anos e confesso que ainda tenho medo de decidir ter filhos. Na verdade, ate acho que crianca realmente atrapalha o casal, e nao so o matrimonio, como a vida da mulher que e independente e quer correr atras de uma carreira solida e promissora... tb penso na dificuldade que seria ter um bebe gritando o tempo todo, eu sem tempo de pintar o cabelo e fazer chapinha, de malhar e voltar ao corpo de antes, e mesmo de nao manter a casa em ordem... mas ai penso, e depois? Como vai ser qdo eu ficar velha???

Outro dia me espelhei na minha avo... uma senhorinha de 80 anos super descolada e independente, que eu amo de paixao. Sei que ela tem a mim, minha mae, meus tios e primos para aconselha-la e fazer-lhe um carinho qdo esta deprimida, e ate memso conforta-la com um simples telefone, onde dizemos que nos preocupamos com ela. No entanto, se minha avo nao tivesse tido filhos, consequentemente nao teria netos e nem ninguem nesse mundo. Hj, ela ja nao tem pais, pq obviamente com 80 anos seus pais nao resistiram ao tempo e faleceram, e tb nao tem mais irmaos... ela e a ultima da familia Dorti. Tb nao tem esposo, pq se separaram qdo ela tinha 40 anos, e os cunhados viuvos vivem em outras cidades e seguiram suas vidas com seus filhos, netos e bisnetos...

Entao, achoq ue vale muito a pena pensar e refletir mais sobre isso... e claro que um filho, nao so no comeco da vidinha tras muitas dificuldades, mas acho que sao coisas que a gente acaba curtindo e aprendendo com eles... as vezes realmente penso que o mundo esta violento e proporcionara alguem uma vida perigosa nao seria o ideal, mas porque nao permitir a alguem o meu amor incondicional, o meu afeto??? Coisas que certamente meus filhso e meus netos me retribuirao qdo eu estiver velhinha, assim como faco com a minha vozinha...

Espero que nao se importe com o meu comentario!

Gde beijo, fica com Deus e prazer em conhece-la!

Joyce Hara

Caroline on 12 de outubro de 2009 10:51 disse...

Oi Tabata! Descobri seu blog hj (pelo twitter) e estou adorando!

Esse tema tb é assunto lá em casa (mas normalmente eu já parto do NÃO ter filhos)rs. Como vc disse as pessoas não costumam entender como uma mulher não quer ter filhos. Mas EU entendo bem. ;)

Li o comentário da Joyce e tb reflito em como será nossa vida qdo estivermos velhinhos, sem filhos, sem ninguém por perto (mas tb não dá p/ ter filhos só por este motivo não é??? Asilos e casas de repouso existem p/ isso). Meu Deus, é uma confusão só. Para piorar não tenho vontade nenhuma de ter filho da minha barriga, engordaria no mímino uns 25 kilos e isso é impensável num corpo já tão grande (hauhauahuahua),se um dia eu mudar de ideia terei q adotar.

Acho q não ajudei em nada né?! Foi só um desabafo com alguém q passa pela mesma dúvida.

Acompanharei teu blog.

Beijosssssss

 

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