segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Devagar se vai ao longe...


Não sou uma boa cozinheira. Nem nunca vou ser. Quando era pequena adorava ajudar minha avó a fazer bolos, tortas e roscas. Mas veja bem: eu era PEQUENA e adorava AJUDAR. Ou seja, a responsabilidade não estava em minhas mãos.


Enquanto morava com meus pais, fazer as refeições nunca foi responsabilidade minha. Minha mãe me ensinou algumas coisas e graças a ela faço um ótimo miojo, um bom macarrão alho e óleo, uma deliciosa panqueca e ovos, que são minha especialidade: omelete, pochet, mexidos, fritos, duro ou mole, não há tempo ruim. faço qualquer um. Ah, também faço um belo macarrão com molho de queijo, esse graças a minha dinda Rita - que me ensinou mais de uma vez - e que se tornou a comida favorita do Marcelo (entre as que eu faço, vamos deixar bem claro)


Mas não sei fazer arroz. Muito menos feijão. Ganhei uma panela de pressão Tramontina de R$ 190 no casório e ela tá lá, linda, limpa e na caixa. Nem carne cozida acerto. Sei que culpa disso tudo é do meu paladar infantil, afinal, se eu não como arroz, feijão e carne cozida, para que aprenderia fazer, não é mesmo? Mas às vezes bate uma tristezinha. Afinal, eu casei, e gosto de agradar o maridão pelo estômago.


A panqueca, diga-se de passagem, aprendi a fazer por causa dele. A primeira vez que ele foi na minha casa (na minha mãe) ainda erámos amigos - e não namorados - ele comeu oito, eu disse 8. Para uma pessoa que estava na casa de alguém pela primeira vez, esse não é um número baixo, certo? Então conclui que ele gostava da coisa, e uma vez quando fomos para a praia resolvi fazer. 


Queria agradá-lo e mostrar que eu também podia. Eu disse também porque, durante o tempo que fomos amigos e ele foi noivo, eu ouvi várias vezes ele dizer: estávamos na praia e ela - a noiva - fez camarão na moranga, estavámos na praia e ela fez strogonoff, estávamos na praia e ela fez cuscuz (internamente sempre mandava ela e ele tomarem nos respectivos cuscuz, anyway...)


Logo que casamos, o Marcelo um dia me pediu para fazer risoto de camarão. Ele bem sabe que eu faço tudo que me pede - e por isso me coloca nessas enrascadas. Mas não me saí mal não. Peguei uma receita na internet, comprei os ingredientes como mandava lá e fiz tudo certinho: temperei o camarão com limão e sal, fiz o molho, juntei o tomate, o pimentão, o cheiro verde, o extrato de tomate  e fiz as quatro xícaras de arroz. Já contei que não como arroz, muito menos risoto? Pois é, sendo assim, como ia saber que quatro xícaras de arroz, que era o que estava escrito na receita, era muito só para ele? Conclusão: ficou ótimo. E no elevador colocamos uma plaquinha: doa-se risoto de camarão!


Enfim, tudo isso para chegar ao meu bife a milanesa do último domingo (só cozinho no almoço de domingo. Sábado almoçamos fora). Eu sou carnívora ao extremo. O Marcelo é mais para os peixes e frutos do mar. Mas eu sinto uma falta imensa de comer carne. Aliás, a única coisa que sinto falta de morar com meus pais é a comida da minha mãe. O quiabo, o brocóli, o bife com queijo, o lagarto cozido, o filet grelhado ou a parmegiana me fazem tanta falta, enfim...vez ou outra me arrisco a fazer (menos o que exige panela de pressão). E costuma dar certo. Mas com o bife a milanesa, eu penei...


Na primeira vez o treco ficou tão duro e grosso, que nem todo o amor que o Marcelo sente por mim o fez engolir aquilo. Era a farinha que estava errada. Minha mãe falou umas 900 vezes: use farinha de rosca, e eu fui lá no mercado e comprei a de mandioca. Da segunda vez foi o tempero. Eu não uso vinagre, odeio muito o cheiro dele. Certa vez ao fazer um frango minha mãe disse: coloque um pouco de vinagre para tirar o cheiro de frango. Avisei que não tinha e ela me pediu para substituir por limão. então, obviamente, quando ela me disse para temperar o bife com alho, sal, óleo e vinagre, não tive dúvida e enchi a carne de alho, óleo, sal e limão. Não preciso nem dizer que neste dia, o almoço de domingo foi macarrão com atum. O Marcelo me zuava tanto que chegou a escrever uma resenha do meu bife a milanesa para o blog Resenha em 6. No texto ele dizia que essa era a melhor comida para quem estava de dieta, porque era absolutamente incomível;


Ok! Mas como sou persistente, no último domingo fiz de novo e deu certoooooooooooooo...uhuuuu!!! Matei a saudades de comer bife a milenesa e ainda vi o Marcelo dobrar a língua para falar do meu bife. Alex Atala que se cuide!!!! hehehe
Não tirei foto do bife, mas essa foi a primeira picanha grelhada que fiz. Ficou com uma cara bem boa, não??

1 comentários:

Adriele on 27 de janeiro de 2010 23:24 disse...

Isso do lado do bife é um cabelo ou um vegetal decorativo? ADOREI! hehehe

 

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